MEIO AMBIENTE

Estiagem que assombrou a população em 2023, pode ser mais severa em 2024

A seca que assolou o Amazonas em 2023 foi uma das mais severas já registradas na região, deixando um rastro de dificuldades para a população local. Com rios secando e níveis de água caindo drasticamente, comunidades ribeirinhas foram duramente afetadas, enfrentando escassez de água potável e dificuldades para o transporte fluvial, essencial para o abastecimento de alimentos e outros suprimentos. A pesca, uma das principais atividades econômicas da região, também sofreu grandes perdas, comprometendo a subsistência de muitas famílias.

Além da crise hídrica, a seca de 2023 desencadeou uma série de problemas secundários que intensificaram o sofrimento da população. Incêndios florestais tornaram-se mais frequentes e difíceis de controlar, resultando na destruição de vastas áreas de floresta e no agravamento da qualidade do ar. A saúde pública foi outro setor fortemente impactado, com um aumento de doenças respiratórias e outros problemas relacionados à poluição do ar e à falta de saneamento básico em algumas áreas isoladas.

Não apenas os humanos sofreram, mas os animais que dependem do equilíbrio ambiental. Milhares de animais morriam em decorrência da seca e das queimadas.

Em 2024, o Amazonas enfrenta a ameaça de uma nova seca, potencialmente tão severa quanto a do ano anterior. Estudos realizados por instituições meteorológicas e ambientais indicam que as condições climáticas, agravadas pelo fenômeno El Niño, podem provocar uma redução significativa das chuvas na região.  A previsão é que a população enfrente novamente desafios como a escassez de água potável, problemas de transporte e um possível aumento nos incêndios florestais.

Segundo dados dos sistemas de monitoramento, neste ano, o período de estiagem deve ser adiantado em 30 dias e os impactos começam a serem sentidos neste mês de julho.

Diante desse cenário preocupante, é fundamental que as autoridades e a sociedade se preparem para mitigar os impactos da seca de 2024. Medidas emergenciais, como a construção de reservatórios de água, campanhas de conscientização sobre o uso racional dos recursos hídricos e planos de combate a incêndios, devem ser implementadas com urgência. Somente através de uma ação coordenada e preventiva será possível reduzir os danos e proteger a população do Amazonas dos efeitos devastadores de mais um período de seca extrema.

IMAGENS E VIDEO ESTIAGEM 2023:

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