Ação na Moura Tapajóz relembra importância da lavagem das mãos

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da Maternidade Dr. Moura Tapajóz, da Prefeitura de Manaus, deu início nesta quarta-feira, 24/11, a uma semana de ações locais para promover a conscientização sobre a importância da lavagem das mãos e a forma correta de executar o procedimento, que é fundamental para prevenir infecções e a transmissão de doenças.

Durante a ação, foram distribuídas amostras de álcool em gel e folhetos informativos com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a higienização das mãos. A iniciativa orientou pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde sobre os principais momentos em que devem ser realizados procedimentos de assepsia, a fim de evitar a transmissão de agentes patogênicos (que podem causar infecção ou doença).

Os profissionais de saúde foram orientados sobre a necessidade de higienização das mãos antes e depois de todo e qualquer contato com as pessoas atendidas, inclusive depois de remover as luvas. “Ainda que o profissional tenha tocado apenas superfícies, mobília e objetos próximos ao paciente ou mesmo após sair do ambiente de assistência, o profissional não pode deixar de lavar as mãos”, alertou o médico infectologista Alexandre Souza, presidente da CCIH da Moura Tapajóz.

Durante a ação nos setores, os profissionais estão sendo convidados a lavar as mãos cobertas com um tipo de tinta colorida como sendo (simbolicamente) a sujeira e o sabão e então fazer toda movimentação necessária e obrigatória tanto para cobrir totalmente as mãos com o “sabão”, quanto para, posteriormente, retirar completamente os traços da tinta das mãos, em uma lavagem segura.

“Ao final, fica muito mais fácil para eles perceberem em quais lugares não fizeram a higienização da maneira adequada, e, dessa forma, entenderem o movimento que não estão fazendo corretamente”, explicou o infectologista.

Pacientes e acompanhantes também foram alertados para que a higiene das mãos seja feita com água e sabão sempre que necessário e, principalmente, antes de pegar no bebê, antes do preparo de alimentos e das refeições e ao sair do banheiro.

“Nesta pandemia vimos o quanto à higienização das mãos é fundamental na prevenção e no controle de doenças e infecções; e não podemos nos esquecer disso”, enfatizou a enfermeira Maria Ferreira da Silveira, da CCIH, que ainda destacou a importância de se ter à mão álcool em gel 70% para realizar a limpeza das mãos quando não houver outros meios à disposição.

Sepse

A sepse ou infecção generalizada, como é conhecida, é uma disfunção orgânica fatal, causada por uma resposta desregulada do corpo a uma infecção. Se não for reconhecida precocemente e tratada com rapidez, pode levar ao choque séptico, falência múltipla de órgãos e morte.

“É importante frisar que a higienização das mãos é a principal medida de prevenção de infecções relacionadas aos cuidados de saúde. Estima-se que a correta lavagem das mãos de profissionais e dos visitantes de pacientes internados pode diminuir em, pelo menos, 40% os casos de infecções que podem levar à sepse”, explicou o infectologista Alexandre Souza.

Segundo a OMS, a sepse mata 11 milhões de pessoas a cada ano, muitas delas crianças e idosos, e incapacita outros milhões. No Brasil, estima-se que ocorram 240 mil mortes ao ano em decorrência de um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Atualmente, a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia no Brasil.

A infecção pode afetar todo sistema imunológico e dificultar o funcionamento dos órgãos. Em resposta, o organismo provoca mudanças na temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.

Há alguns sintomas que podem indicar infecção generalizada: febre, taquicardia, dificuldade de respirar, pressão arterial baixa, menor quantidade de urina, ansiedade, desorientação, confusão mental e perda de consciência.

O diagnóstico da sepse é feito a partir da análise desses sintomas e pode ser finalizado e confirmado com um simples exame de sangue. Se diagnosticada precocemente, o controle da doença é mais simples e as chances de recuperação do paciente são maiores.

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Texto – Marcella Normando / Semsa

Fotos – Divulgação / Semsa

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